quarta-feira, 17 de julho de 2013

Mídias Educacionais

Mídias Educacionais

Gabriela E. Possoli Vesce 
A palavra mídia deriva da palavra meio, do latim médius, significando aquilo que está no meio ou entre dois pontos. A partir dessa definição, pode-se inferir que uma mídia  educacional é um meio através do qual se transmite ou constrói conhecimentos.   Há pouco tempo para alguns educadores existia o temor de que os recursos tecnológicos aplicados à educação – as mídias educacionais – iriam substituir os professores. Esse temor mostrou ser sem fundamento, uma vez que uma mídia é apenas um meio e como tal não pode substituir o professor. O que efetivamente ocorreu foi um processo de incorporação das mídias como instrumentos para sistematizar a relação de ensino-aprendizagem e a organização educacional, sendo os professores os principais agentes de transformação por meio do desenvolvimento de projetos que sejam significativos para o aluno.
Com a evolução das mídias e a penetração de veículos de comunicação multimídias fala-se muito sobre o embotamento dos sentidos e da perda da sensibilidade, fruto do bombardeio de imagens e sons no mundo contemporâneo. O excesso de informações e estímulos externos dificultam a reflexão e a contemplação da realidade.
  A velocidade que as novas tecnologias imprimiram nos modos de vida reduziu expressivamente a noção de tempo e espaço, porém a capacidade de reflexão e introspecção humana não evoluiu da mesma forma que a capacidade de percepção, ou seja, a percepção capta muitos estímulos que muitas vezes não são processados e não se tornar significativos. Para que o indivíduo se insira de forma ativa e crítica em meio à rapidez e a mistura de informações (verbais, visuais e sonoras), característica da sociedade atual, é necessário desenvolver a habilidade de análise e síntese de modo simultâneo.
  O processo de ensino-aprendizagem comprometido com a formação global do indivíduo deve analisar criticamente o repertório de informações disponíveis nas mídias. A educação para a mídia deve funcionar levantando questionamentos, analisando as narrativas, conectando idéias, levando o aluno a fazer relações e elaborações pessoais sobre a sua visão da realidade, compartilhando-as no espaço da sala de aula. Assim o docente poderá entender a maneira como o educando elabora, recebe e processa as informações de caráter áudio-visual veiculadas pelas mídias.
Dentre as mídias utilizadas no processo ensino-aprendizagem as mais utilizadas são o material impresso, a televisão/vídeo e o rádio. Além disso, tem-se a informática como uma das principais mídias utilizadas na atualidade, tendo a particularidade de ser uma mídia multimídia, uma vez que agrega recursos de diversos tipos.

Fonte:  Gabriela E. Possoli Vesce . Mídias educacionais.
http://www.infoescola.com/comunicacao/midias-educacionais/

Mídias na educação

“A simples introdução dos meios e das tecnologias na escola pode ser a forma mais enganosa de ocultar seus problemas de fundo sob a égide da modernização tecnológica. O desafio é como inserir na escola um ecossistema comunicativo que contemple ao mesmo tempo: experiências culturais heterogêneas, o entorno das novas tecnologias da informação e da comunicação, além de configurar o espaço educacional como um lugar onde o processo de aprendizagem conserve seu encanto”.
Jesús Martín Barbero. Heredando el Futuro.Pensar la Educación desde la Comunicación, in Nómadas, Boggotá, septiembre de 1996, n. 5, p. 10-22.
Fonte: http://www.eca.usp.br/moran/midias_educ.htm
 

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Projeto Rádios - Todos pela Educação

Ainda no site Todos pela Educação

Projeto Rádios

Pelo o seu alcance, o rádio é considerado o veículo de comunicação mais democrático e mobilizador do Brasil. Pelas ondas do rádio, cada comunidade - seja qual for seu tamanho ou localização - ganha voz, conquista espaço e cria sua identidade. Pensando em utilizar esse potencial do rádio em prol da melhoria da Educação Básica, o Todos Pela Educação e o Unicef fizeram uma parceria e criaram o projeto “No Ar: Todos Pela Educação”. Mensalmente, uma rede informal de mais de 5 mil rádios e radialistas espalhados pelo País tem acesso a um novo kit com materiais de áudio, textos, notícias e dados sobre Educação Básica.

Neste link é possível ter acesso a diversos áudios já veiculados nas rádios brasileiras, com conteúdos relacionados à educação (http://www.todospelaeducacao.org.br/comunicacao-e-midia/projeto-radios/)

Fonte: http://www.todospelaeducacao.org.br/comunicacao-e-midia/projeto-radios/

Um site interessante

Navegando pela internet encontrei um site interessante, relacionado as Midias na Educação. Vale a pena divulgar!
 http://www.todospelaeducacao.org.br

Abaixo, reproduzo parte da apresentação do site:

Missão do Todos Pela Educação

“Contribuir para a efetivação do direito de todas as crianças e jovens à Educação Básica de qualidade até 2022” 

Fundado em 2006, o Todos Pela Educação é um movimento da sociedade civil brasileira que tem a missão de contribuir para que até 2022, ano do bicentenário da Independência do Brasil, o país assegure a todas as crianças e jovens o direito a Educação Básica de qualidade. 
Apartidário e plural, congrega representantes de diferentes setores da sociedade, como gestores públicos, educadores, pais, alunos, pesquisadores, profissionais de imprensa, empresários e todas as pessoas ou organizações sociais que são comprometidas com a garantia do direito a uma Educação de qualidade.
O Todos Pela Educação é uma instituição que atua como produtora de conhecimento, fomentadora e mobilizadora. Os objetivos do movimento são propiciar as condições de acesso, de alfabetização e de sucesso escolar, a ampliação de recursos investidos na Educação Básica e a melhora da gestão desses recursos. Esses objetivos foram traduzidos em 5 Metas.
 
Claras, mensuráveis e factíveis, as 5 Metas devem ser cumpridas até 2022 e funcionam como marco para que os brasileiros acompanhem a oferta e participem ativamente do sucesso da melhora da qualidade da Educação Básica do Brasil. A evolução e o alcance das 5 Metas são monitorados de forma permanente, por meio da coleta de dados e da análise dos indicadores oficiais da Educação. São elas:
 
Meta 1 Toda criança e jovem de 4 a 17 anos na escola
Meta 2 Toda criança plenamente alfabetizada até os 8 anos
Meta 3 Todo aluno com aprendizado adequado à sua série
Meta 4 Todo jovem de 19 anos com o Ensino Médio concluído
Meta 5 Investimento em Educação ampliado e bem gerido
 
A partir da experiência acumulada com o monitoramento das Metas, o Todos Pela Educação, em 2010, definiu 5 Bandeiras. Os resultados dessas ações, entendidas como urgentes, podem impactar forte e positivamente a qualidade da Educação Básica no país na direção do cumprimento das 5 Metas. As Bandeiras do movimento são:
 
 
O Todos Pela Educação entende que o Estado tem o dever primordial de oferecer Educação de qualidade a todas as crianças e jovens, mas também que a ação do poder público, sozinha, é insuficiente para resolver um problema de tal envergadura e com um passivo histórico de tão grandes proporções. Daí a certeza de que só o envolvimento e a participação de diversos segmentos da sociedade – engajados na obtenção das mesmas Metas e Bandeiras e alinhados com as diretrizes das políticas públicas educacionais – poderão encontrar as melhores soluções e as condições efetivas para que elas sejam implementadas. 
 
O envolvimento e o compromisso de toda a sociedade são condições fundamentais para que possamos promover o salto de qualidade de que a Educação Básica brasileira necessita.
 
Fonte: http://www.todospelaeducacao.org.br/institucional/quem-somos/
 
 

sábado, 22 de junho de 2013

Pedagogia do Oprimido

Paulo Freire (sempre atual)

A teoria da ação antidalógica, centrada na necessidade de conquista e na ação dos dominadores, que preferem dividir para manter opressão, deixar que a invasão cultural e a manipulação desqualifiquem a nossa identidade. Após tal crítica, apelas e interperla-nos com um convite a unir para libertar, através da colaboração organização que nos conduzirão à síntese cultural, que considera o ser humano como ator e sujeito do seu processo histórico.

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Pedagogia_do_Oprimido

 



















Fonte: Diário Liberdade
http://www.diarioliberdade.org/brasil/314-laboraleconomia.html?type=atom&start=340

Paulo Freire destaca que os educadores devem assumir uma postura revolucionária passando a conscientizar as pessoas da ideologia opressora, tendo como compromisso a libertação dessa classe. O povo e lideranças devem aprender a fazer junto, buscando instaurar a transformação da realidade que os mediatiza. O autor ainda enfoca que o ser opressor precisa de uma teoria para manter a ação dominadora, os oprimidos igualmente precisam também de uma teoria para alcançar a liberdade.

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Pedagogia_do_Oprimido 

Mudanças

"Não sou apenas objeto da História mas seu sujeito igualmente. 
No mundo da História, da cultura, da política, constato não para me
adaptar mas para mudar
".  
Paulo Freire (Pedagogia da indignação, 2000).
Fonte:  Ivan Valente
http://www.ivanvalente.com.br/CANAIS/especiais/paulofreire/artigos/Ivan_Valente.htm

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Paulo Freire



Fonte: http://www.educacaonorumocerto.com/?p=101

Paulo Reglus Neves Freire nasceu no dia 19 de setembro de 1921 em Recife, Pernambuco. Aprendeu a ler e a escrever com os pais, à sombra das árvores do quintal da casa em que nasceu. Tinha oito anos quando a família teve que se mudar para Jaboatão, a 18 km de Recife. Aos 13 anos perdeu o pai e seus estudos tiveram que ser adiados. Entrou
no ginásio com 16 anos. Aos 20 conseguiu uma vaga na Faculdade de Direito do Recife.
O estudo da linguagem do povo foi um dos pontos de partida da elaboração pedagógica de Paulo Freire, para o que também foi muito significativo o seu envolvimento com oMovimento de Cultura Popular (MCP) do Recife. Foi um dos fundadores do Serviço de Extensão Cultural da Universidade do Recife e seu primeiro diretor. 
Através desse trabalho elaborou os primeiros estudos de um novo método de alfabetização, que expôs em 1958. As primeiras experiências do Método Paulo Freire começaram na cidade de Angicos, no Rio Grande do Norte, em 1962, onde 300 trabalhadores foram alfabetizados em 45 dias.
No ano seguinte, foi convidado pelo presidente João Goulart para repensar a alfabetização de adultos em âmbito nacional. O golpe militar interrompeu os trabalhos e reprimiu toda a
mobilização popular.Paulo Freire foi preso, acusado de comunista.
Foram 16 anos de exílio, dolorosos, mas também muito produtivos:
uma estadia de cinco anos no Chile como consultor da Unesco no Instituto de Capacitação e Investigação em Reforma Agrária; uma mudança para Genebra, na Suíça em 1970, para trabalhar como consultor do Conselho Mundial de Igejas, onde desenvolveu programas de alfabetização para a Tanzânia e Guiné-Bissau, e ajudou em campanhas no Peru e Nicaraguá; em 1980, voltou definitivamente ao país, passando a ser professor da PUCSP e da Univesidade de Campinas (Unicamp). Uma das experiências significativas de Paulo Freire foi ter trabalhado como secretário da Educação da Prefeitura de São Paulo, na gestão Luiza Erundina (PT), entre 1989 e 1991.
Paulo Freire morreu no dia 2 de maio de 1997, aos 76 anos de idade, em plena atividade de educador e de pensador. 
Estava casado com Ana Maria (Nita) Araújo Freire, também educadora.
É autor dos livros Educação como prática da libedade. Rio de Janeiro, Paz e Terra, 1967;
Pedagogia do oprimido. Rio de Janeiro, Paz e Terra, 1970; Extensão ou comunicação? Rio de Janeiro, Paz e Terra, 1971; Ação cultural para a liberdade e outros escritos. Rio de Janeiro, Paz e Terra, 1976; Cartas à Guiné-Bissau. Registros de uma experiência em processo. Rio de Janeiro, Paz e Terra, 1977; Educação e mudança. Rio de Janeiro, Paz e Terra, 1979; A importância do ato de ler em três artigos que se completam. São Paulo, Cortez, 1982; A Educação na cidade. São Paulo, Cortez, 1991; Pedagogia da esperança: um reencontro com a Pedagogia do Oprimido. Rio de Janeiro, Paz e Terra, 1992; Política e educação. São Paulo, Cortez, 1993; Professora sim, Tia não: cartas a quem ousa ensinar. São Paulo, Olho D’Água, 1993; Cartas a Cristina. Rio de Janeiro, Paz e Terra, 1994; À sombra desta mangueira. São Paulo, Olho D’Água, 1995. Pedagogia de autonomia. Rio de Janeiro, Paz e Terra, 1996. Pedagogia da indignação. São Paulo, Editora da Unesp, 2000.

Fonte:  FREIRE, Paulo. Carta de Paulo Freire aos professores. Estud. av.,  São Paulo,  v. 15,  n. 42, Aug.  2001 .   Available from <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-40142001000200013&lng=en&nrm=iso>. access on  21  June  2013.  http://dx.doi.org/10.1590/S0103-40142001000200013.